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Defesa da pós-graduação do campus Petrópolis debate o recreio escolar e o brincar como direito da criança

Publicado em 02/10/2026 13:26|Acessos: 21

No próximo dia 6 de outubro, às 13h, a aluna Vanusa da Silva Castro Gonçalves, da pós-graduação lato sensu em Práticas, Linguagem e Ensino na Educação Básica do campus Petrópolis, apresentará seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). A defesa intitulada “O recreio escolar: espaço e tempo de brincar como direito” acontecerá em formato on-line. Os interessados deverão solicitar o link de acesso pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

·       Resumo do trabalho

O brincar constitui um direito fundamental da criança e uma experiência essencial ao seu desenvolvimento integral, pois favorece dimensões cognitivas, motoras, afetivas, sociais, culturais e relacionais.

Nesse contexto, o recreio escolar apresenta-se como espaço e tempo privilegiados para a vivência da ludicidade, da convivência entre pares, da autonomia, da expressão corporal, da imaginação e da produção de culturas infantis. Embora muitas vezes seja compreendido apenas como pausa entre as aulas ou momento destinado à alimentação e ao descanso, o recreio possui importante dimensão pedagógica, desde que sua valorização não resulte na perda da espontaneidade e da liberdade próprias do brincar.

Esta pesquisa teve como objetivo analisar, por meio de pesquisa documental e bibliográfica, como o tempo e o espaço destinados ao brincar durante o recreio escolar são compreendidos em documentos legais, normativos e referenciais acadêmicos, considerando sua importância para a garantia do direito ao brincar e para o desenvolvimento integral das crianças.

A investigação caracteriza-se como qualitativa, de natureza descritiva, fundamentada na análise de documentos como a Constituição Federal de 1988, o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e a Base Nacional Comum Curricular, em diálogo com autores que discutem infância, brincar, cultura infantil, tempos e espaços escolares.

 A análise evidenciou que o recreio não deve ser reduzido a um intervalo sem relevância educativa, mas compreendido como parte integrante da experiência escolar, capaz de favorecer aprendizagens, interações, participação, inclusão e desenvolvimento humano.

Conclui-se que garantir tempo, espaço e condições adequadas para o brincar no recreio significa reconhecer a criança como sujeito de direitos e defender uma escola mais sensível às necessidades da infância, sem transformar esse momento em atividade totalmente dirigida pelos adultos.

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